01/12/2020 Dezembro laranja: mês alerta para o câncer de pele

Praia, piscina, caminhadas ao ar livre, esportes aquáticos, jardinagem, trabalho no campo e na construção civil. O que tudo isso tem em comum? Acertou quem disse a exposição ao sol. Apesar da vitamina D, que é ativada em nosso organismo através do contato da pele com o sol, a exposição excessiva aos raios solares pode ser prejudicial a saúde.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil. Aproximadamente 30% de todos os casos de câncer no país tem relação à pele. Mas, apenas 3% desse total é um tipo de câncer maligno, também conhecido como melanoma. É o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos). Com as taxas elevadas de casos em todo o país, o mês de dezembro alerta para o câncer de pele.

A campanha do  C.H.O – Centro de Hematologia e Oncologia chama a atenção das pessoas de todas as idades para os cuidados que devem ter com a pele. “A campanha ‘Do verão traga apenas boas memórias’, criada pelo CHO reforça a necessidade dos cuidados com relação à pele”, destaca o oncologista Luis Cicogna.

O excesso de exposição ao sol sem proteção principalmente na infância e adolescência é o principal fator de risco da doença que é mais frequente em adultos da raça branca. “Independente da estação, as pessoas devem usar o filtro solar diariamente, com fator de proteção solar no mínimo 30 e lembrar de reaplicar a cada duas horas”, indica o oncologista.

Os cuidados de prevenção ainda incluem evitar a exposição ao sol entre as 10 e 16h e consultar o dermatologista uma vez ao ano para acompanhar e identificar possíveis manchas e pintas já existentes e que podem aumentar de tamanho, descamar ou mudar a forma. Em todo mundo, segue-se a regra do “ABCDE”, que aponta sinais sugestivos de tumor de pele do tipo melanoma:

Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;

Bordas irregulares: contorno mal definido;

Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul);

Diâmetro: maior que 6 milímetros;

Evolução: mudanças observadas em suas características (tamanho, forma ou cor).

“A detecção precoce da doença ainda é a melhor estratégia de sucesso no tratamento, por isso, seguir os pequenos cuidados faz a diferença para evitar uma doença grave”, reforça Cicogna.


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