17/09/2016 Data para salvar vidas

No dia Mundial do Doador de Medula Óssea, o CHO (Centro de Hematologia e Oncologia) destaca a importância de ser um doador

Indicado para o tratamento de doenças do sangue, leucemia e linfomas, o transplante de medula óssea ainda causa estranheza tanto para quem precisa receber o tratamento como para as pessoas que podem doar. Mesmo com o aumento no número de doadores, que no Brasil já chegam a quase 4 milhões, ainda há necessidade de mais doações. O Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, 18 de setembro, além de parabenizar as pessoas que já são doadoras, quer alertar sobre as dificuldades em se encontrar um doador compatível. “Precisamos alertar sobre a importância de se tornar um doador de medula óssea já que em muitos casos o transplante é a principal forma de recuperação do paciente”, destaca Ivan Boettcher, hematologista do Centro de Hematologia e Oncologia.

A mistura racial que compõe a população brasileira dificulta a localização de doadores compatíveis. Segundo o site Redome – Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea – as chances de o paciente encontrar um doador compatível são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média. Além disso, o doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras. Ou seja,  para 75% dos pacientes em tratamento de mais de 80 tipos de doenças é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis (haploidênticos).

"O Brasil é o terceiro maior banco de doadores do mundo, atrás somente dos EUA e da Alemanha. A chance de identificar um doador compatível ao final do processo é de em torno de 64%. Com campanhas de doação e alerta sobre a importância de ser um doador poderemos melhorar esses dados”, completa Boettcher.

Para se tornar um doador de medula óssea basta fazer um cadastro no Hemocentro, que vai efetuar uma breve entrevista e explicações. Após, será realizada a coleta de amostra de sangue e os dados obtidos na amostra vão para um cadastro nacional. Quando houver necessidade, os dados serão acessados e caso se confirme a compatibilidade, o doador será consultado para confirmar a doação. “Estão aptas a doar pessoas entre 18 e 55 anos, que tenham boa saúde, e não apresentem doença infecciosa ou incapacitante. Vale destacar que doação não traz riscos nenhum ao doador”, informa.

O que é medula óssea?

Também conhecido como tutano, a medula óssea é um tecido de aspecto gelatinoso que preenche o interior dos ossos. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: leucócitos, hemácias e plaquetas.Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, nos defendem das infecções. Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo nosso organismo e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário:

– Ter entre 18 e 55 anos de idade.

– Estar em bom estado geral de saúde.

– Não ter doença infecciosa ou incapacitante.

– Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.

– Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

O Hemocentro Regional fica na rua avenida Getúlio Vargas, 198 - ao lado do Hospital São José e funciona das 7h às 18h15.


Outras Notícias