11/09/2017 Câncer infantil chega a 12.000 novos casos por ano no Brasil

Centro de Hematologia e Oncologia alerta sobre os cuidados que se deve ter com os pequenos

Setembro Dourado é o mês que marca a campanha de combate ao Câncer Infantil e o Centro de hematologia e Oncologia abraça a causa com o tema: “De mãos dadas no combate ao câncer infantil”. Os dados são alarmantes: estima-se cerca de 12.000 novos casos por ano no Brasil. Esse aumento tem sido gradual em função de diagnósticos cada vez mais precisos. Por isso, é importante os pais ficarem atentos para buscar o apoio na hora certa: quando determinada doença não está tendo o curso esperado, por exemplo, sempre que o paciente estiver evoluindo de maneira insatisfatória é preciso pensar em uma doença menos comum e aí é fundamental investigar a possibilidade de câncer.

Inicialmente, não há sintomas claros. Como o câncer na infância pode acometer qualquer órgão, não há, em um primeiro momento, um sinal inequívoco de câncer. O diagnóstico é por meio de um somatório de sinais, sintomas e exames. “Na oncologia pediátrica a melhor e única forma de prevenir é através do diagnóstico precoce. Não há como realizar a prevenção primária para evitar o câncer, mas há, sim, como evitar a complicação de uma doença mais avançada e, portanto, com menor chance de cura”, explica o oncopediatra do Centro de Hematologia e Oncologia, Gilberto Pasqualotto.

Leucemias agudas, linfomas, tumores do sistema nervoso central são as doenças que aparecem com mais frequência nos pequenos. Segundo Pasqualotto, não há uma faixa etária que tenha mais riscos. O que ocorre é que existem cânceres relacionados com determinados grupos etários, como os tumores germinativos, neuroblastoma, rabdomiosarcoma, neuroblastoma em crianças nos primeiros anos de vida, enquanto os tumores ósseos ocorrem geralmente em adolescentes, durante a fase de crescimento acelerado.

Para tratar essas doenças, vale destacar que a oncologia pediátrica tem avançado muito nos últimos anos com o acesso a novas drogas derivadas do tratamento dos adultos. “Assim como é notável a direção do tratamento baseado em evidências científicas, visto que as equipes que tratam oncologia pediátrica no mundo seguem basicamente os mesmos protocolos, então há um grande peso científico para sabermos qual é a melhor terapia possível para cada caso individual. O papel dos grandes grupos cooperativos internacionais é um norte que serve como guia também para outras especialidades médicas”, completa doutor Gilberto.

Para mais informações acesse: www.cho.med.br.


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