15/05/2019 O perigo se esconde onde você menos imagina

No Dia Mundial sem Tabaco, o Centro de Hematologia e Oncologia (C.H.O) alerta para as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Criada em 1987 pela Organização Mundial da Saúde, a data de 31 de maio serve para destacar a importância no combate ao cigarro.

 Um hábito que geralmente se inicia na adolescência, o fumo é um dos principais fatores de risco para uma série de doenças graves. Apesar do número de fumantes estar caindo nos últimos anos com auxílio de politicas públicas, ainda são cerca de um bilhão de pessoas que consomem cigarros e derivados do tabaco em todo o mundo. O cigarro contém mais de 7.000 substâncias tóxicas, sendo que 69 delas são cancerígenas.

O tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo que 50% das mortes poderiam ser evitadas com controle do tabagismo e da obesidade. Esses dados ressaltam a importância de ações educativas a população.

Dados do Instituto Nacional do Câncer afirmam que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer no Brasil. Um em cada quatro diagnósticos de câncer tem o cigarro como causa. De todos os casos diagnosticados de câncer de pulmão, em mais de dois terços a doença está associada ao consumo de cigarro. São mais de 400 mortes por dia relacionadas ao tabagismo e 12,6% das mortes anuais no país. 

Mais de R$ 57 bilhões são gastos anualmente no Brasil com tratamento de doenças relacionadas ao tabaco e com despesas indiretas. E não é somente o pulmão o órgão afetado com o consumo do tabaco. Tumores de Laringe, boca, faringe e até mesmo de bexiga são fortemente relacionados ao tabaco. O câncer de bexiga, por exemplo, é um dos mais agressivos e letais tumores malignos. Fumantes têm uma chance 440% maior de desenvolver a doença, enquanto ex-fumantes têm 250%. O cigarro também é fator de risco para doenças cardiovasculares e respiratórias, além de também prejudicar os fumantes passivos. “Aproveitamos essa data para alertar e conscientizar a população de que diversos tipos de doenças potencialmente fatais podem ser evitadas quando se combate o tabagismo, sendo um excelente incentivo para adquirir hábitos mais saudáveis”, diz a oncologista Thais Caroline Menegasso Flores. Em média, uma pessoa que fuma reduz em 6,2 anos a sua expectativa de vida. Já, para as que param de fumar, após 10 anos o risco de desenvolver câncer de pulmão cai pela metade.  

Preocupação com jovens

Apesar do número de fumantes ter caído, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) os números entre jovens são alarmantes. Vinte e quatro milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos fumam cigarros em todo o mundo: 17 milhões de meninos e 7 milhões de meninas.

Outro fator que tem preocupado as autoridades é o consumo do narguilé. Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde aponta que 9% dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas já haviam fumado com o aparelho. Assim como o charuto, eles são derivados do tabaco e fazem mal ao organismo como um cigarro. A cada sessão de narguilé a quantidade de fumaça inalada equivale a de 100 cigarros.

A combustão do narguilé produz mais de 4700 substâncias tóxicas já conhecidas presentes no cigarro e que causam o câncer. Os aditivos de sabor apenas mascaram o perigo do uso, podendo inclusive estimulá-lo. Além disso, a presença da nicotina em determinadas concentrações pode gerar a dependência do produto. “O narguilé também serve como porta de entrada para outras formas de fumo, por apresentar a nicotina em algumas formulações. Mesmo que em alguns preparados a nicotina seja inexistente, o usuário também corre o risco da dependência química, assim como estará exposto a diversos compostos cancerígenos”, destaca a oncologista.


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