16/09/2019 Data para salvar vidas


O terceiro sábado de setembro é marcado pelo Dia Mundial do Doador de Medula Óssea

Indicado para o tratamento de doenças do sangue, leucemia e linfomas, o transplante de medula óssea ainda causa estranheza tanto para quem precisa receber o tratamento como para as pessoas que podem doar. Mesmo com o aumento no número de doadores, que no Brasil já ultrapassam os 4 milhões, ainda há necessidade de mais doações. No Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, que neste ano será em 21 de setembro, além de parabenizar as pessoas que já são doadoras, o Centro de Hematologia e Oncologia – C.H.O  quer alertar sobre as dificuldades em se encontrar um doador compatível. “Na maioria dos casos em que o transplante é indicado, é com intuito de aumentar as chances de cura da doença à qual o paciente está sendo tratado” destaca a hematologista Dra Fabiana Sanches.

A mistura racial que compõe a população brasileira dificulta a localização de doadores compatíveis. Segundo o site Redome – Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea – as chances de o paciente encontrar um doador compatível são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média. Além disso, o doador ideal (irmão compatível) só está disponível em cerca de 25% das famílias brasileiras. Ou seja, para 75% dos pacientes em tratamento de mais de 80 tipos de doenças é necessário identificar um doador alternativo a partir dos registros de doadores voluntários, bancos públicos de sangue de cordão umbilical ou familiares parcialmente compatíveis (haploidênticos).

"O Brasil é o terceiro maior banco de doadores do mundo, atrás somente dos EUA e da Alemanha. A chance de identificar um doador compatível ao final do processo é de em torno de 64%. Com campanhas de doação e alerta sobre a importância de ser um doador poderemos melhorar esses dados”, completa. O Dia Mundial do Doa dor de Medula Óssea foi criado em 2015 pela World Marrow Donor Association (WMDA), associação mundial que reúne os registros de doadores de medula óssea, totalizando cerca de 35 milhões de doadores em todo o mundo.

Para se tornar um doador de medula óssea basta fazer um cadastro no Hemocentro, que vai efetuar uma breve entrevista e explicações. Após, será realizada a coleta de amostra de sangue e os dados obtidos na amostra vão para um cadastro nacional. Quando houver necessidade, os dados serão acessados e caso se confirme a compatibilidade, o doador será consultado para confirmar a doação. “Estão aptas a doar pessoas entre 18 e 55 anos, que tenham boa saúde, e não apresentem doença infecciosa ou incapacitante. Vale destacar que doação não traz riscos nenhum ao doador”, informa a dra Fabiana.

O que é medula óssea?

Também conhecido como tutano, a medula óssea é um tecido de aspecto gelatinoso que preenche o interior dos ossos. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: leucócitos, hemácias e plaquetas. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, nos defendem das infecções. Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo nosso organismo e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário:

– Ter entre 18 e 55 anos de idade.

– Estar em bom estado geral de saúde.

– Não ter doença infecciosa ou incapacitante.

– Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.

– Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

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