06/01/2020 Um cuidado que vale para toda a vida

De desenvolvimento lento e que pode não apresentar sintomas na sua fase inicial. Assim é o câncer do colo do útero, terceiro tumor maligno mais frequente em mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma. De acordo com dados do INCA, foram mais de seis mil mortes decorrentes da doença no ano de 2017. Por isso, neste mês o Centro de Hematologia e Oncologia – C.H.O destaca o janeiro verde, que alerta para a prevenção e detecção precoce do câncer do colo do útero. 

Os dados são alarmantes já que o câncer é causado por infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano, o HPV. A infecção genital por esse vírus é bastante comum e, na maioria das vezes, não causa doença. Alterações celulares do vírus podem evoluir para o câncer, o que pode ser diagnosticado facilmente no exame Papanicolau, um exame preventivo que deve ser realizado anualmente pelas mulheres.

“A dificuldade do acesso aos exames preventivos, o tabagismo e relações sexuais sem proteção aumentam o risco da contaminação do vírus e desenvolvimento da doença”, destaca Celio Kussumoto, oncologista do CHO. “Por isso é necessário reforçar a importância da vacina tetravalente contra o HPV, que protege contra vírus responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo de útero”, ressalta. “E vale lembrar que a vacinação deve ser efetuada em meninas de 9 a 13 anos e meninos de 11 a 14 anos, período em que eles ainda não tiveram contato com o vírus”, informa o oncologista.

A vacina e a realização de exames preventivos anualmente é a dupla ideal para a prevenção desse tipo de câncer. Os exames frequentes ainda facilitam o diagnostico precoce, pois quando detectado em fase inicial, os tratamentos são mais eficazes contra a doença.   


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