01/09/2020 Câncer infanto-juvenil é destaque no mês de setembro

Centro de Hematologia e Oncologia alerta sobre os cuidados que se deve ter com os pequenos

Engana-se quem acha que o câncer é uma doença que atinge apenas os adultos. Em 2020, são estimados mais de oito mil novos casos de câncer infantil no Brasil. Em todo o mundo, segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês) estima-se que, todos os anos, 215.000 casos são diagnosticados em crianças menores de 15 anos, e cerca de 85.000 em adolescentes entre 15 e 19 anos.

O diagnóstico cada vez mais preciso tem contribuído para o aumento dos índices do câncer infanto-juvenil. Chegar ao diagnóstico não á fácil, pois os sintomas dos tipos de câncer infantil mais comuns podem ser confundidos com sintomas de doenças comuns à infância. Por isso, é importante os pais buscarem apoio na hora certa. Estar atento às queixas dos pequenos e procurar a orientação de um profissional de saúde em casos de anormalidade e imprescindível. Quando determinada doença não está tendo o curso esperado - por exemplo, sempre que o paciente estiver evoluindo de maneira insatisfatória - é preciso pensar em uma doença menos comum e aí é fundamental investigar uma possibilidade de câncer.

Como o câncer na infância pode acometer qualquer órgão, não há, em um primeiro momento, um sinal inequívoco de câncer, os sintomas não são claros. O diagnóstico é por meio de um somatório de sinais, sintomas e exames. “Na oncologia pediátrica a melhor e única forma de prevenir é através do diagnóstico precoce. Não há como realizar a prevenção primária para evitar o câncer, mas há, sim, como evitar a complicação de uma doença mais avançada e, portanto, com menor chance de cura ”, explica a oncopediatra do Centro de Hematologia e Oncologia, Gilberto Pasqualotto.

Leucemias agudas, linfomas, tumores do sistema nervoso central são as doenças que aparecem com mais frequência nas crianças. Segundo Pasqualotto, não há uma faixa etária que tenha mais riscos. O que ocorre é que existem cânceres relacionados com os grupos etários, como os tumores germinativos, neuroblastoma, rabdomiossarcoma, neuroblastoma em crianças nos primeiros anos de vida, enquanto os tumores ósseos ocorrem geralmente em adolescentes, durante uma fase de crescimento acelerado.

Para tratar essas doenças, vale destacar que a oncologia pediátrica tem avançado muito nos últimos anos com o acesso a novas drogas derivadas do tratamento dos adultos. “Equipes que tratam oncologia pediátrica no mundo seguem basicamente os mesmos protocolos, então há um grande peso científico para sabermos qual é a melhor terapia possível para cada caso individual”, completa o doutor.


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